Graduação (Psicologia)
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Navegando Graduação (Psicologia) por Autor "Ana Laura Rodrigues de Campos"
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ItemVivências de mulheres que foram vítimas de violência perpetrada pelo parceiro íntimo(Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12) Ana Laura Rodrigues de Campos ; Celi de Fátima de la Cruz ; Gustavo Ribeiro Segato ; Mayara ColletiO presente estudo teve como objetivo compreender as vivências de mulheres que foram vítimas de violência perpetrada por parceiro íntimo, analisando as repercussões físicas, psicológicas e sociais, além da influência da transgeracionalidade e das redes de apoio. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 7.502.370, CAAE nº 86891425.7.0000.5378). Participaram cinco mulheres, com idades entre 36 e 54 anos, selecionadas por meio da técnica “bola de neve”. Foram utilizados formulário sociodemográfico, roteiro de entrevista semiestruturada, genograma, ecomapa e diário de campo. As entrevistas foram gravadas em áudio e, posteriormente, transcritas na íntegra para a análise temática. Os resultados foram apresentados em três eixos temáticos: Vivências da violência e repercussões físicas, sociais e psicológicas; Transmissão Geracional da Violência na Relação Conjugal e Influência da Rede de Apoio: Fator de Proteção e Risco. Os resultados apontaram que as participantes vivenciaram múltiplas formas de violência, cujos efeitos se entrelaçaram e geraram impactos profundos sobre a saúde mental e emocional. Observou-se que, mesmo com autonomia financeira, fatores afetivos e simbólicos contribuíram para a permanência em vínculos abusivos. A análise evidenciou ainda a reprodução de padrões de violência entre gerações, embora tais repetições possam ser ressignificadas com apoio psicossocial. As redes de apoio mostraram-se determinantes no enfrentamento ou na manutenção da violência, podendo atuar como fator de proteção ou risco. Conclui-se que a violência de gênero é um fenômeno complexo, sustentado por desigualdades estruturais e culturais, exigindo intervenções intersetoriais e práticas psicológicas comprometidas com a equidade e a emancipação feminina.