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    Psicologia das massas: entre a adesão e a submissão aos movimentos coletivos
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12) Abraão Guevara Weigert Cleto ; Euclydes Prioli Neto ; Vitor de Souza Guimarães Silveira ; Dra. Fernanda Pessolo Rocha
    Este trabalho analisa os aspectos psicossociais e históricos presentes em regimes autoritários, com ênfase no nazismo e na ditadura militar brasileira, investigando seus efeitos sobre a subjetividade e a saúde mental das vítimas. A partir de uma revisão integrativa de literatura, foram selecionados artigos das bases de dados SciELO e LILACS publicados nos últimos quinze anos. A análise evidenciou que tais regimes não atuam apenas pela coerção física, mas também pelas manipulações simbólica e emocional das massas, promovendo a perda da individualidade, a adesão acrítica a ideologias e a fragilização da criticidade. Observou-se que os processos de identificação com líderes carismáticos, bem como a construção de inimigos comuns, foram fundamentais para a manutenção do poder autoritário. Os resultados destacam que a manipulação das massas ocorre tanto pela via da violência institucional quanto por mecanismos sutis de influência psicológica, que produzem efeitos de adoecimento psíquico coletivo.
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    Qualidade de vida e saúde mental: uma comparação entre estudantes trabalhadores e não trabalhadores
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12) Natália Cristina de Farias ; Nayara Aparecida Gonçalves ; Raissa Santarem Monteiro ; Dra. Adriana Martins Saur
    A crescente necessidade de conciliar trabalho e estudos tem se tornado um desafio para muitos estudantes universitários, podendo impactar sua qualidade de vida e saúde mental. O ambiente universitário e o mercado de trabalho, quando combinados, criam um cenário estressante para os estudantes, elevando os níveis de cansaço mental e fadiga, afetando o desempenho acadêmico. Este estudo, de caráter exploratório, objetivou comparar os níveis de saúde mental e qualidade de vida entre estudantes trabalhadores e não trabalhadores. Foram avaliados 674 estudantes, por meio da Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse e do Questionário de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde. Utilizou-se estatística paramétrica, com nível de significância de 5%. Os resultados indicaram índices moderados de depressão, ansiedade e estresse e satisfatórios de qualidade de vida. A correlação entre os sintomas de saúde mental estudados e a qualidade de vida foi forte e negativa. O grupo de estudantes que trabalha apresentou maiores índices de depressão, ansiedade e estresse e menores níveis de qualidade de vida, em comparação ao grupo que não trabalha. As variáveis que se associaram significativamente aos indicadores de saúde mental e qualidade de vida foram: gênero, raça, turno, renda familiar e escolaridade do responsável familiar. Conclui-se pela importância do papel do psicólogo nesse cenário, atuando na prevenção, identificação precoce e manejo de sinais de sofrimento psíquico entre universitários, bem como no desenvolvimento de estratégias e políticas públicas de enfrentamento, acolhimento e promoção de saúde mental.
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    As vivências de pretendentes habilitados em espera pela adoção
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12) João Vitor Ribeiro ; Rhana Silva Fonseca Carobelli ; Me. Mayara Colleti
    O presente estudo, qualitativo, teve como objetivo compreender a vivência de pretendentes habilitados em espera pela adoção, em termos de motivações, expectativas, rede de apoio e participação em grupo de pré-adoção. Participaram oito pretendentes à adoção habilitados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento com idade média entre 36 a 47 anos. Para a coleta de dados foram utilizados o formulário de dados sociodemográficos e roteiro de entrevista semiestruturada. As entrevistas foram gravadas em áudio e, posteriormente, transcritas na íntegra para a análise temática. Por meio da análise temático-reflexiva 4 eixos temáticos foram produzidos: (1) Motivações para a adoção; (2) Definição do perfil e expectativas em relação ao filho(s); (3) Processo de habilitação e pós habilitação: percepções e sentimentos e, (4) Experiência com grupos de apoio à adoção. Os resultados indicaram que, embora a impossibilidade de gestação tenha sido relatada por alguns participantes, prevaleceu o desejo intrínseco de exercer a parentalidade. Verificou-se a presença de idealizações acerca do futuro filho, especialmente relacionadas à idade e às condições de saúde, sendo comum a preferência inicial por crianças pequenas. Contudo, a participação em grupos de apoio à adoção mostrou se fundamental para o amadurecimento das expectativas, possibilitando maior compreensão sobre a complexidade da parentalidade adotiva e ampliação do perfil desejado, constituindo-se assim como espaços potentes para a reflexão, o acolhimento e a preparação subjetiva dos pretendentes, favorecendo vivências adotivas mais conscientes e seguras. Identificou-se, ainda, que o processo de habilitação, apesar de estruturado, pode ser marcado por falhas de comunicação e fragilidades institucionais.
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    Um olhar psicanalítico com mulheres que sofreram violência e permaneceram com seus parceiros
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12) Emilly Caroline Correa de Moura ; Lorena Moreira Antequera ; Fernanda Pessolo Rocha
    Este estudo analisa a violência contra a mulher no âmbito conjugal sob uma ótica psicanalítica, destacando como o amor romântico e o “amor perverso” sustentam vínculos abusivos, aborda a violência de gênero como fenômeno histórico, social e psicológico, com referências à Lei Maria da Penha, examina impactos na saúde mental e utiliza Freud e Lacan para explicar mecanismos inconscientes de dependência emocional e repetição de dominação. Teve como objetivo compreender as vivências emocionais de mulheres que sofreram violência doméstica e permanecem com seus parceiros, identificar os aspectos emocionais que dificultam o término do relacionamento conjugal e verificar os tipos de violência doméstica e seus impactos. A pesquisa é qualitativa, com coleta de dados realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, empregando uma amostra de conveniência com seis participantes, todas mulheres acima de 18 anos em situação de violência doméstica. O tratamento da análise dos dados foi realizado sob a Análise de Conteúdo de Bardin, gerando categorias temáticas que reúnem aspectos comuns das narrativas como violência física e psicológica, dependência emocional, ambivalência emocional, relatos de vivencias negativas, idealização de parceiros e rede de apoio. A permanência em relações violentas decorre de fatores econômicos, sociais e psíquicos, como a dependência emocional e a idealização do parceiro. Esses vínculos são reforçados por padrões inconscientes e normas socioculturais, dificultando a ruptura. Nesse contexto, ressalta-se a relevância dos profissionais de saúde, alinhados às diretrizes das políticas e legislações de saúde pública, como agentes fundamentais na promoção da equidade de gênero e na proteção integral das vítimas.
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    Burnout em psicólogos: perspectivas a partir de um estudo qualitativo em Ribeirão Preto
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12) Brenna Paixão Mazini ; Maria Júlia De Souza Ferreira ; Carolyne Barbosa Vitorazzi
    O presente estudo teve como objetivo investigar a presença e as características da Síndrome de Burnout (SB) em psicólogos atuantes em Ribeirão Preto, analisando variáveis sociodemográficas e ocupacionais, bem como as percepções dos profissionais sobre as dificuldades e recursos presentes em sua prática. Adotou-se abordagem qualitativa, de caráter exploratório, fundamentada nas orientações de Sampieri, Collado e Lucio (2013). Utilizou-se o Cuestionario para la Evaluación del Síndrome de Quemarse por el Trabajo – versión para profesionales de la educación (CESQT-PE), adaptado ao contexto psicológico, e duas questões abertas que exploraram, sob a ótica dos participantes, os principais desafios e recursos no exercício da profissão. Participaram 39 psicólogos, cujas respostas foram submetidas à análise de conteúdo conforme Gibbs e Flick (2009). Os resultados evidenciaram médias elevadas em Ilusão pelo Trabalho e baixas em Desgaste Psíquico, Indolência e Culpa, indicando um perfil de baixo risco para a Síndrome de Burnout. Os relatos destacaram sobrecarga e desvalorização profissional como principais desafios, e apoio social, supervisão e autonomia como recursos protetivos. Conclui-se que, embora os participantes enfrentem múltiplas demandas, dispõem de recursos que favorecem o equilíbrio emocional e o engajamento no trabalho, reforçando a importância de estratégias preventivas e de políticas voltadas à promoção da saúde mental desses profissionais.