Este trabalho analisa os aspectos psicossociais e históricos presentes em
regimes autoritários, com ênfase no nazismo e na ditadura militar brasileira,
investigando seus efeitos sobre a subjetividade e a saúde mental das vítimas. A
partir de uma revisão integrativa de literatura, foram selecionados artigos das
bases de dados SciELO e LILACS publicados nos últimos quinze anos. A análise
evidenciou que tais regimes não atuam apenas pela coerção física, mas também
pelas manipulações simbólica e emocional das massas, promovendo a perda da
individualidade, a adesão acrítica a ideologias e a fragilização da criticidade.
Observou-se que os processos de identificação com líderes carismáticos, bem
como a construção de inimigos comuns, foram fundamentais para a manutenção
do poder autoritário. Os resultados destacam que a manipulação das massas
ocorre tanto pela via da violência institucional quanto por mecanismos sutis de
influência psicológica, que produzem efeitos de adoecimento psíquico coletivo.