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    Ecos da Guerra Civil Espanhola na obra A praça do diamante, de Mercè Rodoreda, a partir do grotesco e do lirismo
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2022-12) Melissa Velludo Ferreira ; Elaine Christina Mota
    Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo a análise do romance A Praça do Diamante, de Mercè Rodoreda, publicado pela primeira vez em 1962, traçando um paralelo entre as principais personagens da obra e a evolução da Guerra Civil Espanhola, evento que serve como pano de fundo para toda a narrativa. Para a realização do trabalho, foi realizada uma vasta pesquisa sobre a História da Espanha e sobre a Guerra Civil Espanhola, que ocorreu entre 1936 e 1939. As causas, os reflexos e as consequências da Guerra foram analisadas à luz das teorias do grotesco de Victor Hugo, de Wolfgang Kayser, de Raquel Paiva e Muniz Sodré, pois ele permeia os acontecimentos da obra. Além disso, analisou-se a importância da linguagem lírica nesta obra, visto que ela é quase uma personagem escondida no romance, por dar o tom e o ritmo à narrativa e, ainda, reiterar os efeitos de sentidos causados pelo grotesco. A metodologia empregada foi a de análise hermenêutica literária após a leitura de textos teóricos que pudessem corroborar a os efeitos do grotesco e a semelhança das personagens aos eventos da Guerra Civil Espanhola. Ao fim do trabalho, concluiu-se que o lirismo empregado na linguagem e os diversos tipos de grotesco encontrados na obra reiteram o papel das personagens como espelho dos períodos Pré-Guerra, Guerra e Pós-Guerra, com a intenção de causar reflexão e fomentar o espírito crítico do leitor. Palavras-chave: Mercè Rodoreda. A Praça do Diamante. Guerra Civil Espanhola. Grotesco. Lirismo
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    Apagamento da mulher na língua portuguesa: uma discussão acerca do masculino como gênero neutro e o uso da linguagem neutra como combate à forma de dominação
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2021-12) Bruna Cristina dos Santos de Oliveira ; Yasmim Mayumi Hayashi Lahud ; Me. Rafael de Almeida Félix
    Neste trabalho de conclusão de curso mostramos como a construção da língua portuguesa privilegiou a presença masculina, o que originou o uso do gênero masculino social como gênero neutro gramatical. Esse uso apaga de diversas formas a presença das mulheres na língua, e trabalharemos esse apagamento neste projeto, além da reflexão de propostas para uma linguagem mais inclusiva. Tivemos como referência e inspiração mulheres excepcionais como Simone de Beauvoir, que por meio de sua obra “O Segundo Sexo”, se tornou um símbolo mundial do pensamento filosófico feminista, Judith Butler, uma das principais teóricas contemporâneas sobre feminismo e para a análise de conteúdo, utilizamos a concepção de linguagem de Eni P. Orlandi, autora de Análise do Discurso. Palavras-chave: Gênero gramatical. Gênero social. Sexismo gramatical. Linguagem inclusiva. Masculino genérico.
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    A literatura de mangá no espaço escolar: conceito, história, linguagem e enredos
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2021-12) John Marcos Queiroz de Oliveira ; Me. Michel Luís da Cruz Ramos Leandro
    Este trabalho discute o direito à literatura de mangá no espaço escolar e busca refletir a importância do seu acesso neste lugar, para isso, abordou-se o conceito de mangá, a história desta produção literária (dentro e fora do Brasil), a linguagem e (alguns) enredos, tudo isso com o objetivo de contribuir aos educadores que queiram navegar por essa literatura levando-a para a sala de aula. A pesquisa é do tipo bibliográfica e vincula-se à leitura, análise e interpretação, nesse sentido, utilizou-se os procedimentos indicados por Gil (1999): a) levantamento bibliográfico preliminar; b) busca das fontes; c) leitura do material; d) redação do texto. A pesquisa procurou romper com os preconceitos e estigmas que o gênero literário das Histórias em Quadrinhos tem carregado ao longo da sua história, isso porque o mangá é uma vertente desse gênero, além disso, apontou os pontos positivos e produtivos que fizeram com que essa literatura seja conhecida em todos os lugares do mundo, assim como apresentou enredos para auxiliar o professor no momento da escolha de uma obra, possibilitando oferecer um panorama dos mangás a esse educador e ao seu planejamento de aulas sobre essa temática levando em consideração as condições materiais da escola onde atua. Palavras-chave: História em Quadrinhos. Literatura de mangá. Linguagem dos mangás. Enredos.
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    Representação da mulher e seu papel na sociedade em dois períodos distintos da literatura inglesa, a partir das obras Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e Jane Eyre, de Charlotte Brontë
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2021-12) Iasmim Tizziotti Petacci ; Me. Elaine Christina Mota
    O presente trabalho de conclusão de curso tem como objetivo se utilizar da teoria da literatura comparada para comparar e contrastar a representação da mulher e seu papel na sociedade em dois períodos distintos da literatura inglesa, sendo eles o período romântico e o período vitoriano. Para isso, serão usadas as obras Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e Jane Eyre, de Charlotte Brontë, assim como a apropriação do referencial teórico, que consiste substancialmente em obras e artigos sobre literatura comparada, literatura inglesa e crítica feminista. As obras a serem analisadas possuem protagonistas mulheres que, mesmo inseridas em um contexto machista e patriarcalista, não se deixam ser silenciadas e lutam por liberdade e autonomia. O tema principal de Orgulho e Preconceito é o casamento, e Elizabeth, a heroína, é considerada uma mulher com pensamentos evoluídos para sua época por ter o desejo de se casar por amor e não por convenção social. Em Jane Eyre, apesar do casamento ser um subtema, o tema que permeia toda a obra é principalmente a busca da protagonista por liberdade. Em ambas as obras, as heroínas possuem uma postura rebelde e contrária ao que a sociedade prega que a mulher deva representar, o que as torna obras importantes quando analisadas através da perspectiva da crítica feminista. Embora que de maneiras diferentes, sendo Elizabeth uma mulher mais ácida e irônica em suas críticas enquanto Jane é mais contida e recatada, as duas colocam em xeque os valores machistas impostos a elas pela sociedade. Com a ajuda das personagens masculinas, que permitem que as heroínas se comportem da maneira como elas se comportam, e com o auxílio de personagens femininas que agem de forma contrária a elas para contrastá-las, Elizabeth e Jane são personagens fortes que tentam a todo momento se fazer ouvir e representaram um papel importante tanto para a sociedade quanto para a literatura. Palavras-chave: Papel da mulher na sociedade. Orgulho e Preconceito. Jane Eyre. literatura comparada. Literatura Inglesa.
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    A prosa poética de Mia Couto no processo do letramento literário: propostas de abordagens didáticas a partir de três contos do livro Estórias Abensonhadas
    (Centro Universitário Barão de Mauá, 2021-12) Letícia Sicoli Dias de Carvalho ; Me. Elaine Christina Mota
    Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo propor a abordagem didática de três contos em turmas de Ensino Médio, tendo como base a teoria do letramento literário, desenvolvida por Rildo Cosson no livro Letramento Literário: teoria e prática (2020a). Pensando no modo como as aulas de literatura ocorrem tradicionalmente na educação básica brasileira, buscamos ressaltar a importância de se realizar uma abordagem relevante e significativa dos textos literários em sala de aula, com o propósito de viabilizar o papel humanizador que a arte da Literatura dispõe, de modo que, assim, seja concebível a formação do aluno como um leitor-fruidor, conforme a Base Nacional Comum Curricular (2018) preconiza. Para tanto, escolhemos a obra Estórias Abensonhadas (2014) do escritor moçambicano Mia Couto, que adota o estilo híbrido prosa poética, compondo narrativas carregadas de expressividade e plurissignificação, capazes de recriar realidades e sensibilizar o leitor por meio do modo como as palavras são empregadas. Desse livro, que reúne vinte e seis contos do autor – escritos no período pós-guerra de Moçambique – selecionamos: “Chuva: a abensonhada”; “Noventa e três”; e “A guerra dos palhaços”. No decorrer desse estudo, tratamos da história da literatura dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e sua relevância dentro do contexto escolar, fazemos análises dos contos e, ao final, propomos atividades que contemplam a sequência básica e a sequência expandida do letramento literário, constituídas por várias etapas que vão além da simples leitura e favorecem, assim, o envolvimento dos alunos com o texto. Palavras-chave: Letramento literário. Mia Couto. Literatura. Sala de aula.