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ItemAtuação da fisioterapia em pacientes portadores de lúpus(Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12)Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune e crônica, caracterizada por manifestações multissistêmicas que comprometem a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes. A fisioterapia tem papel fundamental na melhora da capacidade física, na redução da dor e na qualidade de vida dos portadores. Objetivo: Revisar as intervenções fisioterapêuticas voltadas à prática de exercícios físicos e educação em pacientes com LES e apresentar as principais propostas de tratamento que contribuem para a melhora da qualidade de vida. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com levantamento de artigos publicados entre 2015 e 2025 nas bases SciELO, PubMed, PEDro e Google Acadêmico. Após a triagem de 181 estudos, nove atenderam aos critérios de inclusão e foram analisados quanto aos objetivos, métodos e resultados. Resultados: Foram analisados 9 artigos, nos quais, por meio de escalas e questionários, os autores puderam comprovar que os participantes que tiveram treino aeróbico combinado com treino de força e resistência, exercícios por telessaúde, técnicas de facilitação neuromuscular miofascial e proprioceptivas e exercícios para extremidades superiores obtiveram uma melhora da qualidade de vida e da fadiga em comparação com treinos isolados. Discussão: A revisão evidencia que exercícios aeróbicos de intensidade moderada, especialmente quando associados ao treino de força, promovem melhora significativa na condição física e na qualidade de vida dos pacientes. Mesmo na ausência de atividades aeróbicas, o fortalecimento muscular isolado também demonstrou efeitos positivos nos desfechos analisados. Conclusão:as intervenções fisioterapêuticas, com enfoque do treino aeróbico moderado associado ao fortalecimento muscular, promovem melhora da capacidade funcional e qualidade de vida. Além disso, intervenções isoladas demonstraram resultados mais limitados quando comparados a condutas associadas. Portanto, conclui-se que a fisioterapia atua positivamente no manejo do LES, porém énecessário o incentivo de mais estudos devido as limitadas revisões apresentadas.
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ItemDirecionamento clínico das intervenções fisioterapêuticas para ombro doloroso em pacientes pós-AVC - revisão narrativa(Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12)O Acidente Vascular Cerebral (AVC) constitui uma das principais causas de incapacidade funcional em âmbito mundial, configurando-se como um relevante problema de saúde pública devido ao impacto significativo sobre a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. Entre as complicações musculoesqueléticas decorrentes desse evento neurológico, destaca-se o ombro doloroso pós-AVC, condição altamente prevalente, podendo atingir até 84% dos pacientes e comprometer de forma substancial o processo de reabilitação. Essa disfunção interfere negativamente na amplitude de movimento, no desempenho motor e nas atividades de vida diária, tornando imprescindível a adoção de estratégias terapêuticas eficazes. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo identificar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, as principais intervenções fisioterapêuticas empregadas no manejo do ombro doloroso pós-AVC. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, incluindo estudos publicados entre 2000 e 2025, nos idiomas português, espanhol e inglês. As evidências analisadas apontam a cinesioterapia como intervenção central no processo de reabilitação, sendo frequentemente associada a recursos complementares, como estimulação elétrica funcional (EEF), mobilizações articulares, posicionamento terapêutico, terapia do espelho, realidade virtual e o método Bobath. Essas estratégias demonstraram resultados positivos, especialmente na redução da dor, no aumento da amplitude de movimento, na melhora da função motora e na promoção da independência funcional dos pacientes. Observou-se ainda que abordagens combinadas tendem a potencializar os benefícios terapêuticos, reforçando a necessidade de um plano de tratamento individualizado e baseado em evidências. Conclui-se, portanto, que a fisioterapia desempenha papel fundamental no manejo do ombro doloroso pós-AVC, sendo a intervenção precoce, integrada e direcionada às necessidades específicas do paciente essencial para otimizar a recuperação funcional e melhorar a qualidade de vida.
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ItemEstabelecimento de valores normativos de força muscular em praticantes e não praticantes de atividade física por meio da dinamometria: um estudo transversal(Centro Universitário Barão de Mauá, 2025-12)Introdução: A avaliação da força muscular dos membros inferiores é um componente essencial na prática fisioterapêutica, contribuindo diretamente para o diagnóstico cinético-funcional, o planejamento terapêutico e a definição de critérios de alta. A redução da força muscular está associada à menor capacidade funcional e ao maior risco de lesões, especialmente entre indivíduos fisicamente inativos. Nesse contexto, a dinamometria manual se destaca como método objetivo, portátil e de baixo custo para mensuração da força isométrica. Entretanto, a escassez de valores normativos específicos para diferentes perfis populacionais limita a aplicabilidade clínica desse instrumento, particularmente no Brasil. Objetivo: Estabelecer e caracterizar valores normativos de força isométrica do músculo quadríceps femoral, obtidos por dinamometria manual, em adultos de ambos os sexos, entre 18 e 60 anos, com e sem prática regular de atividade física há pelo menos doze meses. Para os critérios de exclusão foram utilizados a presença de histórico de lesões recentes nas articulações dos membros inferiores nos últimos seis meses, presença de doenças musculoesquelética crônicas nos últimos seis meses e condições médicas que possam interferir nos resultados da avaliação ou apresentar risco a saúde do participante. Como objetivos secundários, comparar os níveis de força entre os grupos segundo o sexo e o nível de atividade física e identificar possíveis diferenças bilaterais entre os membros inferiores. Métodos: Estudo quantitativo, de delineamento transversal, realizado na Clínica-Escola de Fisioterapia do Centro Universitário Barão de Mauá, com 61 participantes (31 mulheres e 30 homens), distribuídos entre praticantes e não praticantes de atividade física. A força isométrica do músculo quadríceps femoral foi mensurada com dinamômetro manual Lafayette® modelo 01165 acoplado a sistema de estabilização por cinto fixo. Cada participante realizou três medições consecutivas, conduzidas por avaliadores treinados. Os dados foram analisados no software Jamovi® (versão 2.6.45), por meio de estatística descritiva e inferencial (teste t pareado e ANOVA fatorial 2×2), considerando percentis (10º, 25º e 75º) para classificação dos níveis de força. Resultados e Discussão: As medianas dos valores normativos indicaram força isométrica típica de 81,0 kgf (direita) e 78,1 kgf (esquerda) para homens praticantes e de 46,8 kgf (direita) e 48,1 kgf (esquerda) para mulheres praticantes. Entre os não praticantes, as medianas foram de 67,4 kgf (direita) e 63,0 kgf (esquerda) para homens, e de 41,3 kgf (direita) e 43,1 kgf (esquerda) para mulheres. As diferenças foram significativas tanto para o fator sexo (p<0,001) quanto para o nível de atividade física (p=0,023). A razão entre os lados direito e esquerdo (D/E) apresentou média de 1,06 ± 0,17, permanecendo dentro dos limites fisiológicos de assimetria (<10%), indicando simetria funcional adequada. Conclusão: O estudo contribuiu para o processo de estabelecimento de valores normativos de força isométrica do músculo quadríceps femoral, obtidos por dinamometria manual, que podem servir como referência clínica e de pesquisa para diferentes perfis populacionais. A prática regular de atividade física demonstrou influência positiva sobre os níveis de força, independentemente do sexo, reforçando o papel do exercício na manutenção da função muscular. A dinamometria manual mostrou-se um método confiável, acessível e de fácil aplicação para uso fisioterapêutico.
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ItemAssociação entre índice de massa corporal e incontinência urinária em mulheres: estudo caso-controle(Centro Universitário Barão de Mauá, 2024-12)A incontinência urinária, definida como a queixa de qualquer perda involuntária de urina, apresenta uma alta prevalência na população feminina. Sua etiologia é multifatorial, sendo que o sobrepeso e a obesidade podem integrar os fatores de risco para o seu desenvolvimento. O objetivo deste estudo foi verificar a associação entre o índice de massa corporal e a incontinência urinária em mulheres. Quanto aos métodos, foi conduzido um estudo caso controle, com uma amostra de conveniência composta por 120 mulheres, as quais foram divididas em dois grupos: incontinentes (grupo caso), com 44 mulheres; e continentes (grupo controle), com 76 mulheres. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram um questionário específico com informações sociodemográficas, dados antropométricos, história gineco-obstétrica, hábitos de vida e presença de doenças; bem como o International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form for Portuguese (ICIQ-SF) para avaliação da incontinência urinária. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, e para verificar a associação entre a incontinência urinária e a presença de sobrepeso e obesidade, foi utilizado o teste de associação qui-quadrado, adotando-se o nível de significância de 5%. Para analisar o risco que o sobrepeso e a obesidade representam no desenvolvimento da incontinência urinária, foi calculado o valor do risco relativo. Como resultados, a idade média das participantes foi de 49,21 (DP: 17,57) anos, com variação entre 18 e 90 anos. O índice de massa corporal (IMC) médio foi de 29,01 (DP: 6,35) kg/m2 , com prevalência de obesidade em 38,33% (n=46) e de sobrepeso em 35% (n=42), totalizando 73,33% (n=88) das participantes com IMC acima do ideal. Acerca da avaliação da incontinência urinária pelo questionário ICIQ-SF, 36,67% (n=44) das participantes afirmaram ter perda de urina. Em relação ao escore total do ICIQ-SF, a média foi de 5,45 (DP: 15,85). Não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre o IMC e a ocorrência de incontinência urinária na amostra investigada (p=0,10976). No entanto, o cálculo do risco relativo indicou que a probabilidade de mulheres com sobrepeso ou obesidade desenvolverem incontinência urinária é 1,63 vezes maior, ou seja, 63% superior à probabilidade de mulheres sem sobrepeso ou obesidade. Esses dados permitem concluir que o IMC elevado representa um fator de risco para o desenvolvimento da incontinência urinária em mulheres. Palavras-chave: incontinência urinária; índice de massa corporal; obesidade; sobrepeso.
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ItemPrevalência e incidência de osteoartrite e impacto na funcionalidade após lesão do ligamento cruzado anterior: uma revisão narrativa(Centro Universitário Barão de Mauá, 2024-12)Introdução: O ligamento cruzado anterior (LCA) é fundamental para a estabilização do joelho, prevenindo a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur. A maioria das rupturas do LCA ocorre em jovens, especialmente mulheres, que praticam esportes como futebol, basquete e handebol, devido a fatores hormonais e biomecânicos. A lesão do LCA está frequentemente associada à osteoartrite do joelho, uma condição que provoca incapacidade física e dor, afetando cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. A osteoartrite pós-traumática contribui significativamente para esses casos, levando a declínio funcional e altos custos socioeconômicos. Dada a gravidade das rupturas do LCA e da osteoartrite do joelho, é essencial realizar uma revisão da literatura para identificar as melhores estratégias de prevenção, fundamentais para reduzir os impactos negativos na saúde e na economia, especialmente entre os jovens atletas mais afetados por essas condições. Objetivos: O estudo visou comparar as taxas de incidência e prevalência de osteoartrite após tratamento conservador ou cirúrgico, além de analisar as consequências funcionais da osteoartrite em atletas após reconstrução do ligamento cruzado anterior (RLCA). Métodos: Foram incluídos estudos de revisão sistemática publicados nos últimos 10 anos sobre a incidência e prevalência de osteoartrite do joelho após reconstrução do LCA, em comparação ao tratamento conservador, bem como as consequências funcionais nesses grupos. A base de dados pesquisada foi a PubMed e os termos de pesquisa foram: knee joint, knee, arthrosis, degenerative, osteoarthritis, anterior cruciate ligament reconstruction, anterior cruciate ligament e ACL. Os estudos foram triados de acordo com as estratégias de busca do PRISMA Statement. Resultados: Dos artigos selecionados, 814 foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão (758 pelo título, 45 pelo resumo e 14 pelo texto completo). No total, 42 estudos foram inicialmente incluídos (25 pelo título, 14 pelo resumo e 3 pelo texto completo). Destes, apenas 26 foram mantidos, pois 7 não cumpriam os critérios adequados e 9 eram duplicados. Discussão: Lesões no LCA aumentaram o risco de osteoartrite (OA) a longo prazo, com incidência de até 79,6% em 10 anos. Fatores como idade e tipo de enxerto influenciaram esse risco, sendo o enxerto do tendão patelar o mais associado à OA. O tratamento cirúrgico apresentou maior prevalência de OA, mas o tratamento conservador exibiu maior risco de OA grave após 10 anos. Biomarcadores de OA foram analisados em indivíduos com lesão do LCA, tratados de forma cirúrgica ou conservadora, e comparados a controles. O tratamento conservador mostrou aumento na renovação de colágeno, enquanto a reconstrução apresentou maior concentração de biomarcadores de degradação do colágeno. Ambos os grupos apresentaram elevações de biomarcadores de OA antes dos sinais radiográficos. Não houve diferenças significativas entre os grupos nos questionários IKDC, KOOS e LYSHOLM. Conclusão: A lesão do LCA aumentou o risco de osteoartrite (OA), especialmente após cirurgia. Biomarcadores indicaram degeneração precoce, mas muitos pacientes mantiveram boa função, sem grandes diferenças entre os tratamentos cirúrgico e conservador. Palavras-chave: articulação do joelho; joelho; artrose; degeneração; osteoartrite; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior; LCA
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